quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

O dia em que o Googolplex parou a Terra


 No coração do Centro de Computação Quântica Global, nas profundezas do Sillicon Valley na Califórnia, o Professor Arthur Finch, um luminar da matemática computacional, e a sua brilhante aluna, Anya Karmov, estavam à beira de iniciar um projeto que mudaria o curso da história humana - para pior.

Nascido numa fria manhã de Novembro de 1960, em Cambridge, Inglaterra, Arthur Finch cedo revelou uma mente dotada para os números e para a lógica abstrata. Filho único de um professor universitário de física teórica e de uma bibliotecária apaixonada por história da matemática, Arthur cresceu imerso num ambiente intelectualmente estimulante, onde as paredes pareciam respirar equações e os livros sussurravam segredos milenares.

Desde tenra idade, manifestou um fascínio invulgar por padrões e sequências, preferindo a companhia dos teoremas aos jogos infantis. Aos 10 anos, já devorava os "Principia Mathematica" de Whitehead e Russell, não por imposição, mas por uma sede insaciável de compreender as estruturas fundamentais do pensamento.

A sua trajetória acadêmica foi meteórica. Com apenas 16 anos, ingressou na Universidade de Cambridge, optando, naturalmente, por Matemática Pura. Distinguiu-se rapidamente, não apenas pela sua inteligência fulgurante, mas também por uma dedicação quase monástica aos seus estudos. Era conhecido por passar horas a fio absorto em complexos problemas matemáticos, alheio ao mundo exterior, muitas vezes esquecendo-se de comer ou dormir. Esta obsessão, que mais tarde se manifestaria de forma trágica, já era uma marca distintiva da sua personalidade.

Após o doutoramento em Matemática Computacional, com uma tese inovadora sobre algoritmos de complexidade infinita, Arthur abraçou a carreira académica. Tornou-se professor catedrático na prestigiada Universidade de Zurique, onde se destacou como um líder incontestável na sua área. As suas publicações em revistas científicas de renome eram recebidas com reverência, e os seus seminários eram disputados por alunos de todo o mundo, ansiosos por beber da sua sabedoria.

Com a idade mais avançada, bastante premiado e consagrado mundialmente, Arthur Finch resolveu explorar novos horizontes no novo continente. Mais precisamente, no Sillicon Valley, na California. Onde, além de ministrar aulas e palestras nas principais universidades da região, mantinha inúmeros projetos envolvendo ciências exatas.

Contudo, para além do brilho intelectual, Arthur Finch era um homem socialmente isolado e emocionalmente distante. A sua vida parecia se resumir ao mundo abstrato da matemática. As relações interpessoais eram-lhe estranhas, e demonstrava uma certa impaciência com as "trivialidades" da vida cotidiana. Era considerado excêntrico pelos colegas, e admirado, mas também temido pelos alunos.

O Professor Arthur Finch entrou para a história não como um herói da ciência, mas como um trágico exemplo de como o gênio, desprovido de sabedoria e responsabilidade, pode conduzir à ruína. A sua biografia, curta e intensa como um meteoro, serve como um sombrio conto de advertência sobre os perigos da ambição descontrolada e a necessidade imperativa de equilibrar a busca pelo conhecimento com a prudência e a consideração pelas consequências humanas. O seu legado, paradoxalmente, reside não nas equações que desvendou, mas no silêncio ensurdecedor que se seguiu à sua mais audaciosa e fatal contagem.

Arthur, um homem consumido pela busca de limites matemáticos, tinha-se tornado obcecado pelo Googolplex, um número inimaginavelmente grande, tão vasto que é maior que o número de átomos no universo observável. É 10 elevado à potência de um Googol, onde um Googol já é 1 seguido de cem zeros.

 Não era apenas o tamanho incompreensível do número que o fascinava, mas a ideia de materializar sua contagem e de alguma forma compreendê-lo através da computação.

Trabalhando no Sillicon Valley, Arthur viu a oportunidade de concretizar um projeto megalómano de contagem do Googolplex, utilizando toda a sua estrutura tecnológica.

Nascida na Rússia, Anya Karmov, era aluna do professor e sua assistente. Anya despontou como uma grande promessa na ciência da computação quântica desde cedo. A sua mente analítica e a sua intuição invulgar para algoritmos complexos chamaram a atenção do Professor Finch, que a acolheu.

Apesar disso, a aluna e assistente demonstrou certa cautela com a ideia de Arthur.

"Professor, ainda acredito que isto é insensato," Anya disse, enquanto os dois se encontravam diante do "Colossus Z", o computador quântico mais poderoso já construído, um labirinto de circuitos supercondutores e tanques de hélio líquido que ocupava vários andares do complexo.

"Insensato, Anya?" Arthur riu, com um tom seco. "Ou audacioso? Não estamos tentando atingir o Googolplex, apenas contar na sua direção. O objetivo é saborear o infinito, mesmo que seja apenas uma pequena amostra."

Arthur tinha conseguido convencer a Comissão Global de Recursos Energéticos (CGRE), uma organização governamental mundial, a financiar o seu projeto. O seu argumento era engenhoso, embora perigosamente falacioso: "Se compreendermos os limites da computação em escala tão vasta, poderemos desbloquear novos paradigmas na eficiência energética e na própria computação." A CGRE, desesperada por soluções para a crescente crise energética global, mordeu a isca.

Assim, sob o pretexto de investigação científica crucial, o Projeto Googolplex nasceu. O Colossus Z foi reprogramado para uma única tarefa: contar números inteiros, começando pelo 1, e prosseguindo até o impossível.

O início foi quase imperceptível. O Colossus Z, com o seu poder de processamento inimaginável, começou a vomitar números a uma velocidade estonteante. Os primeiros dias foram de otimismo. Os ecrãs do centro de controle brilhavam com sequências numéricas que rolavam mais rápido do que o olho podia seguir. Anya monitorava as métricas energéticas, inicialmente com curiosidade, depois com crescente alarme.

"Professor, o consumo está escalando exponencialmente. Já estamos consumindo a produção de uma central elétrica inteira," Anya avisou no terceiro dia.

"Inevitável, Anya. Estamos explorando território desconhecido. Apenas continue a monitorar," Arthur respondeu, com os olhos fixos nos números que rolavam, completamente hipnotizado.

Na semana seguinte, a situação se tornou crítica. O Colossus Z exigia cada vez mais energia. A CGRE, inicialmente entusiasmada, começou a entrar em desespero. Mas Arthur, preso na sua obsessão, insistiu para que continuassem. "Estamos perto de um avanço, eu sinto isso," ele murmurava repetidamente.

Então, as falhas começaram. Primeiro, pequenas, instabilidades na rede elétrica regional. Depois, apagões localizados. À medida que o Colossus Z devorava mais e mais energia, as redes elétricas ao redor do globo começaram a sobrecarregar. O mundo exterior, inicialmente alheio ao que se passava nas profundezas do Vale do Silício, começou a sentir as convulsões.

As cidades mergulhavam na escuridão. Apagões repentinos, falhas na Internet e em todos os sistemas de GPS.  Os hospitais ficaram sem energia. Os bancos ficaram offline  Os sistemas de comunicação colapsavam. O caos se espalhava como um incêndio global. As pessoas, confusas e aterrorizadas, procuravam respostas, mas a fonte do problema permanecia oculta, nas profundezas do centro de computação.

Anya, vendo o horror que se desenrolava, confrontou Arthur. "Professor, temos de parar isto! Estamos destruindo o mundo!"

Arthur, com o rosto pálido e olhos injetados de sangue, apenas abanou a cabeça. "Quase lá, Anya... quase lá... Só mais um pouco..." A obsessão tinha consumido completamente o corpo e a mente do professor.

No 21º dia do Projeto Googolplex, o ponto de ruptura foi atingido. O Colossus Z, no seu consumo voraz de energia, desencadeia uma cascata de falhas nas redes elétricas globais. Centrais elétricas desligaram em efeito dominó. As redes de distribuição entraram em colapso total. O planeta mergulhou numa escuridão sem precedentes.

Sem energia, sem internet e sem comunicação, o mundo moderno rapidamente desmoronou. As cidades tornaram-se armadilhas mortais. A lei e a ordem evaporaram. A infraestrutura essencial - água, saneamento, alimentos - deixou de funcionar em pouco tempo, devido a inúmeros saques da população e falhas na funcionalidade. A civilização se desintegrou em um caos tomado pela carnificina extrema causada pela falta de leis, ordem, e principalmente da tecnologia, no qual as pessoas tanto dependem para sobreviver.

No centro de computação, Anya, desesperada, tomou uma decisão. Enquanto Arthur, alheio ao cataclismo que tinha desencadeado, ainda murmurava números para os ecrãs agora escuros, Anya dirigiu-se ao painel de controle principal do Colossus Z, com as mãos trêmulas, desligou a chave principal.

O silêncio caiu sobre o centro de computação, um silêncio pesado e final. O Colossus Z, o computador que tentou contar o infinito, estava morto. Mas o dano estava feito.

Lá fora, o mundo enfrentava um inverno nuclear energético. A maioria das grandes cidades estava inabitável. A agricultura em larga escala era impossível sem energia. A população humana, dizimada pelo caos, fome e doença, enfrentaria sua extinção como civilização moderna.

A história do Professor Arthur Finch e da sua busca obsessiva para contar o incomensurável tornou-se uma lenda sombria, uma estória de advertência contada pelos poucos sobreviventes que rastejavam pelas ruínas do antigo mundo. O Googolplex permaneceu incalculável, intocado, um testemunho silencioso da arrogância humana e da nossa capacidade para a auto-destruição, mesmo na busca do conhecimento. E o professor tornou-se uma figura fantasmagórica nas ruínas da sua ambição, perdido para sempre no labirinto do infinito que tão ardentemente procurou desvendar.

  Tal como uma antiga lenda grega, a ambição desmedida do Professor Arthur Finch ecoava a tragédia de Ícaro, que ousou voar demasiado perto do Sol com asas de cera e penas. Enquanto Ícaro, embriagado pela euforia do voo e ignorando os avisos do pai, ascendeu até à sua ruína quando o calor solar derreteu as suas asas, Arthur, preso na sua obsessão matemática, também se recusou a reconhecer os limites do seu empreendimento. Ambos, movidos por uma forma de hybris – uma arrogância que desafia os limites impostos pela natureza ou pela razão – caminharam cegamente para a catástrofe. Ícaro sonhou em dominar os céus, Arthur em domesticar o infinito através da computação. E tal como a queda de Ícaro foi uma lição sobre a presunção humana face às forças da natureza, o Projeto Googolplex tornou-se um amargo lembrete de que mesmo o conhecimento e a tecnologia, quando guiados por uma ambição descontrolada e desprovidos de sabedoria, podem levar à mais devastadora das quedas. Ambos os contos servem como um aviso perene: há limites que, quando ultrapassados com arrogância, trazem consigo consequências trágicas e irremediáveis.  

Anya, uma das poucas almas sobreviventes, andava pelas praias abandonadas da Califórnia e todas as vezes olhava para o céu noturno, agora mais escuro e mais estrelado do que nunca, e perguntava se, em algum canto do universo, o infinito estaria a rindo da brevidade e da tolice da aventura humana. O contador do infinito tinha parado, mas o custo tinha sido a própria humanidade.


quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Arca de Noé, Escola, Gematria, O Louco, Chokmah

De acordo com a narrativa do Antigo Testamento, Deus, vendo a maldade dos homens, decide inundar a Terra. Noé, um homem justo, recebe a ordem divina para construir uma grande arca e levar para dentro dela sua família e um par de cada espécie de animal. Após 40 dias e 40 noites de chuva, as águas cobrem a Terra, mas a arca permanece intacta. Ao final do dilúvio, a arca encalha no Monte Ararat, e Noé, sua família e os animais saem para repovoar a Terra.

Na Gematria Hebráica, o leitor é levado a intepretação oculta de que a Arca é uma escola. Noé construiu essa Escola para proteger os alunos da ignorância.

A Arca como Escola: Um Refúgio do Conhecimento
Proteção contra a ignorância: Assim como a Arca guardou as espécies durante o Dilúvio, a escola oferece um espaço seguro para a busca do conhecimento, protegendo seus alunos da "inundação" da ignorância e da desinformação. O conhecimento é transmitido: A escola, assim como a Arca, tem a função de transmitir o conhecimento de uma geração para outra.

Fraternidade: Os animais na Arca representam a fraternidade na vida. Na escola, isso se manifesta através de ideias e perspectivas que coexistem e se enriquecem mutuamente. A escola acolhe alunos de diferentes origens e culturas.

Missão: Tanto a Arca quanto a escola têm uma missão: preservar e propagar a vida, no caso da Arca, e o conhecimento, no caso da escola. Ambas são vistas como refúgios e centros de regeneração. São espaços onde se constrói o futuro. São símbolos de esperança e transformação.

O Dilúvio como Ignorância: Um Desafio a Ser Superado
A inundação do conhecimento: A ignorância pode ser comparada a uma inundação que ameaça submergir o conhecimento e a razão. A escola, como um farol, busca iluminar as trevas da ignorância.

A necessidade de transformação: O Dilúvio representa uma catástrofe que exige uma mudança radical. A escola também busca transformar seus alunos, equipando-as com as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios do mundo e construir um futuro melhor.

A Arca como um microcosmo: A Arca pode ser vista como um microcosmo da sociedade, onde diferentes grupos convivem em um espaço limitado. A escola, da mesma forma, é um microcosmo da sociedade, reunindo na medida do possível, pessoas de diferentes origens e culturas.

Por que "escola" seria mais adequado que universidade?

Contexto histórico: Na época em que a história da Arca de Noé foi escrita, a noção de "universidade" como a conhecemos hoje era inexistente. As instituições de ensino eram mais simples e voltadas para a transmissão de conhecimentos básicos, como leitura, escrita e habilidades práticas.
Objetivo da Arca: A Arca tinha como objetivo principal preservar as habilidades e conhecimentos essenciais para a sobrevivência da humanidade após o dilúvio. Essa função se assemelha mais ao papel de uma escola básica do que de uma universidade.

Alcance do conhecimento: O conhecimento disponível naquela época era limitado e fragmentado. A Arca não era um centro de pesquisa e produção de conhecimento, mas sim um depósito de sabedoria tradicional.

 Noé como o Louco (Aleph): Um Novo Começo

A Jornada Iniciática: Tanto Noé quanto o Louco representam uma jornada iniciática, o sopro divino, uma ruptura com o passado e um mergulho no desconhecido. A construção da Arca ou a Escola, pode ser vista como um ato de loucura, desafiando as convenções e preparando-se para um futuro incerto.
A Fé como Guia: Ambos são guiados por uma fé inabalável, mesmo diante da incompreensão dos outros. Noé acredita na profecia divina, enquanto o Louco confia em sua intuição e em um propósito superior.

O Abandono: Ao embarcar na Arca, Noé abandona o mundo antigo, assim como o Louco abandona suas certezas para se aventurar em um novo caminho.

Chokmah e a Sabedoria Divina

A Fonte da Criação: Chokmah, a segunda sephirot na Árvore da Vida da Cabala, representa a sabedoria divina, a fonte de toda a criação. A sabedoria de Noé em construir a Arca ou a Escola, pode ser vista como uma manifestação dessa sabedoria divina, uma expressão da inteligência cósmica.
O Conhecimento Escondido: A sabedoria divina é frequentemente associada a um conhecimento oculto, acessível apenas aos iniciados. A construção da Arca e a preservação da vida podem ser vistas como um ato de revelação desse conhecimento secreto.

O Novo Começo: Chokmah está ligado ao princípio da criação e ao início de novos ciclos. A Arca, como um veículo de renovação e recomeço, se conecta diretamente a esse aspecto da sephirot.
A Intersecção entre Noé, o Louco e Chokmah

Ao conectar esses três elementos, podemos construir uma narrativa rica e simbólica:
Noé, como o Louco, representa a humanidade em busca de um novo começo.

Chokmah, a sabedoria divina, guia Noé em sua jornada. Chokmah, Netuno, Poseidon....

A Arca é a expressão concreta dessa sabedoria, um veículo de transformação e renovação.

A natureza cíclica da existência: O dilúvio representa um fim e um começo, um ciclo de destruição e renovação.

A importância da fé e da intuição: Noé e o Louco nos ensinam a confiar em nossa intuição e a seguir nossa fé, mesmo quando o caminho é incerto.

A sabedoria como força transformadora: A sabedoria divina, representada por Chokmah, tem o poder de transformar o mundo e criar novas possibilidades. Assim como uma escola para um aluno.
Em resumo, ao conectar Noé, o Louco e Chokmah, podemos construir uma narrativa profunda e simbólica que transcende a história bíblica e nos convida a refletir sobre a natureza da existência, o papel da sabedoria e a importância de seguir nossa intuição.  

*Texto escrito com auxílio da I.A. Gemini

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Libertadores 2023 - Fase Final

Hoje foi sorteado o chaveamento do mata-mata da Libertadores de 2023

 

Ficaram definidos os seguintes duelos:

 

Racing x Nacional de Medellin

Nacional (URU) x Boca Juniors

Independiente Del Valle x Deportivo Pereira

Palmeiras x Atlético Mineiro

Athlético Paranaense x Bolivar

Inter x River Plate

Fluminense x Argentinos Juniors

Olimpia x Flamengo

 

Acredito que dos classificados errei apenas o 2º colocado do grupo do Palmeiras, onde apontei que Barcelona do Equador e Cerro Portenho brigariam pela segunda vaga. Acabaram brigando pela vaga na sul-americana. O Bolívar fez uma grande campanha e surpreendeu muita gente. Tinha dúvidas também sobre a disputa da 2ª vaga entre Argentinos Juniors ou Corinthians. Classificou o time argentino.

 

Sobre o mata-mata, teremos jogos bem interessantes.

 

Destaque para Palmeiras e Atlético Mineiro, que se encontram pelo terceiro ano seguido em mata-mata desta competição. Inter x River Plate, Nacional x Boca Juniors e Olimpia x Flamengo, duelos envolvendo equipes bem tradicionais na Libertadores.

 

Para a próxima fase acredito que Racing, Boca Juniors e Independiente Del Valle devem se classificar com certa tranquilidade.

 

Palmeiras x Atlético Mineiro farão um duelo muito equilibrado, será decidido nos mínimos detalhes. Ainda assim, acho que o Palmeiras tem uma ligeira vantagem, devido o grande entrosamento da equipe. Coisa que o novo técnico do Galo, o experiente Felipão, ainda não encontrou na equipe mineira.

 

Depois disso, nesse chaveamento o Palmeiras é o favorito para chegar na final.

 

No outro chaveamento o Athletico Paranaense deve passar sem dificuldades pelo Bolívar

 

Inter e River Plate também farão um duelo bem equilibrado. A equipe de Porto Alegre tem dois reforços de peso, o equatoriano Enner Valencia e o volante chileno Charels Aranguiz, que está de volta ao Beira-Rio. O fato do Inter decidir a segunda partida em casa, dá uma pequena vantagem ao Colorado. E o River não é nenhum bicho papão como dizem por aí. Nessa temporada, mostrou qualidade apenas no campeonato argentino...

 

Fluminense, que conta com Fernando Diniz, técnico que dividirá suas atenções com o tricolor e com o comando da seleção brasileira, não vive um bom momento, apesar da boa fase de grupos, inclusive chegando a golear por 5 x 1 o River Plate. O Argentino Juniors pode surpreender o tricolor carioca. Potencial zebra das oitavas de final dessa Libertadores.

 

Flamengo de Sampaoli enfrenta a tradicional equipe do Olímpia do Paraguai. O rubro-negro tem oscilado muito nessa temporada. Mescla grandes partidas com jogos onde o time entra em campo de maneira extremamente sonolenta. Se o Flamengo passar, deve chegar na final da competição. Mas acredito que a possibilidade do Flamengo tropeçar contra o Olímpia é razoavelmente grande.  O time paraguaio é muito tradicional nessa competição e decide o segundo jogo em casa.

 

Caso o Flamengo não passe para as quartas de final, Inter ou Athletico Paranaense devem chegar na final da competição. No hipotético duelo envolvendo essas duas equipes, ainda vejo o Inter com uma pequena vantagem.

 

Diante desses prognósticos já posso garantir que a probabilidade da final da Libertadores envolver duas equipes brasileiras, pelo quarto ano consecutivo, é muito grande. Vamos aguardar!


quarta-feira, 29 de março de 2023

Libertadores da América 2023 - Projeções da fase de grupos

 

 Semana que vem começa mais uma edição da Libertadores da América. Maior torneio continental da América do Sul.

 

Vou falar um pouco aqui sobre os participantes e quem serão os possíveis classificados de cada grupo para o mata-mata da Libertadores de 2023. Na minha opinião, é claro.

 

Grupo A  (Flamengo, Racing, Aucas, Nublense)

 

No grupo A, o grande favorito é o time do Flamengo, que além de ser o atual campeão, tem ainda um dos melhores elencos da América do Sul, destaques para o atacante Pedro, o meia uruguaio De Arrascaeta e até mesmo Bruno Henrique, ótimo atacante, que deve voltar a jogar pelo time, neste semestre, após uma grave lesão. O ponto baixo do time carioca é o técnico Vitor Pereira. Que não vem fazendo um grande trabalho, não goza de muito prestígio com a torcida rubro-negra e vive um período de grande indefinição sobre a continuidade do seu trabalho. Vai depender dos resultados das finais do campeonato carioca contra o Fluminense. A defesa também não é grande coisa, vide David Luiz. Deve se classificar com tranquilidade

 

Sobre os outros times, o Racing da Argentina conta com o quase ex-jogador Paolo Guerrero, no banco de reservas, mas que incrivelmente vem entrando no segundo tempo dos jogos e marcando alguns gols. Destaque também para o meia paraguaio, Matias Rojas. O time vem sendo bem treinado por Fernando Gago e está brigando nas primeiras posições do campeonato argentino. Candidato a outra vaga para a próxima fase.

 

O Aucas é o atual campeão equatoriano, tem tradição a nível local, sendo inclusive o maior ríval da LDU de Quito. Mas no geral, é um time mediano, com zero tradição internacional,  que já até perdeu algumas peças importantes do título nacional, do ano passado. Vai surgir como azarão e deve ficar em terceiro e pegar a vaga da sul-americana.

 

Nublense do Chile, é estreante na Libertadores. Não possui nenhuma tradição. Considerando a participação dos clubes chilenos nas últimas edições de todos os torneios continentais (incluindo o de seleções) esse time não deve apresentar qualquer tipo de ameaça para seus adversários.

 

Deve passar: Flamengo e Racing

 

 

Grupo B (Internacional de Porto Alegre, Nacional do Uruguay, Metropolitanos, Independiente de Medellín)

 

No grupo B, o Inter de Porto Alegre treinado pelo experiente Mano Menezes, foi eliminado nas semi-finais do Campeonato Gaúcho pelo Caxias (time da série D). Fica difícil de acreditar que o time colorado vai muito longe na Libertadores. Mesmo com a possibilidade da vinda do bom atacante equatoriano Enner Valencia, que vive a melhor fase da carreira e se destacou positivamente na última Copa do Mundo no Qatar. O time deve se classificar para a próxima fase, porque o grupo não é dos mais fortes.

 

O Nacional do Uruguay é o time mais preparado desse grupo. Certo que eles demitiram o técnico argentino Ricardo Zielinski (que fez ótima campanha pelo Estudiantes de La Plata, na Libertadores do ano passado), após poucos jogos irregulares pelo campeonato local. Mesmo assim, nunca é fácil jogar contra eles em Montevideo. Deve se classificar sem problemas.

 

Lembrando que Inter e Nacional já disputaram uma final da Libertadores em 1980.

 

Metropolitanos da Venezuela é o bonus round do grupo. Completamente inofensivo.

 

Independiente de Medellín, deve ficar com a vaga da sulamericana. Destaque para o goleador argentino Luciano Pons e só.

 

Deve passar: Nacional e Inter

 

 

Grupo C (Palmeiras, Barcelona de Guayaquil, Bolívar, Cerro Porteno)

 

No grupo C, o Palmeiras entra como o grande favorito, não só do grupo como da competição. Time palmeirense que nas últimas 3 edições, ganhou 2 e chegou nas semi-finais no ano passado. Equipe continua muito bem treinada pelo português Abel Ferreira e segue mantendo a ótima base dos últimos anos, que mesmo perdendo um ou outro jogador possuí ótimas peças de reposição. No elenco atual, destaques para o meia Rafael Veiga, os atacantes Dudu e Rony e o zagueiro Gustavo Gomez. Isso sem contar com o Weverton, simplesmente o melhor goleiro em atividade no Brasil.

 

O bom time do Barcelona do Equador, treinado por Fabian Bustos ex-Santos, leva uma ligeira vantagem para a disputa da segunda vaga com o Cerro Porteno, por estar um pouco mais acostumado a atuar em cidades com altitudes. Normalmente, times brasileiros, argentinos uruguaios e paraguaios costumam sentir o baque de atuar em La Paz, cidade onde atua o fraco time do Bolívar. Mesmo sendo o atual campeão boliviano, o time deve levar alguma vantagem apenas em seus domínios.

 

Cerro Porteno, eliminou o time do Fortaleza na Pré Libertadores. Tem algumas peças interessantes no elenco, como os atacantes argentinos Aquino e Churín. O time está no mesmo nível da equipe equatoriana. A disputa vai ser muito boa e talvez o fator altitude defina o segundo classificado.

 

Deve passar: Palmeiras. Barcelona e Cerro Porteno brigam pela 2ª vaga

 

 

Grupo D (River Plate, Fluminense, The Strongest, Sporting Cristal)

 

No grupo D, o River Plate, depois de quase uma década, entra com outro técnico no comando da equipa. Marcelo Gallardo encerrou seu vitorioso ciclo no final do ano passado. Depois de alcançar 2 títulos, 3 finais e 5 semi-finais de Libertadores. O time segue se renovando com o novo treinador, Demichelis e conta com algumas peças interessantes no setor ofensivo como o ex palmeirense Miguel Borja, o experiente atacante venezuelano Rondón e o jovem destaque Lucas Beltrán. Ainda conta com o experiente goleiro Armani, volante Enzo Perez entre outros remanescentes da era Gallardo. Favorito para se classificar para a próxima fase, mesmo em clima de renovação.

 

Fluminense, conta com o ótimo trabalho de Fernando Diniz, que montou uma equipe competitiva e ofensiva e que conta com (muitos) gols do argentino German Cano e com a qualidade do Keno, como segundo atacante. O grupo não é fácil para o tricolor das Laranjeiras, mas ainda assim deve ser a outra equipe classificada.

 

Sporting Cristal está mostrando alguma qualidade, principalmente pelo fato de ser treinado atualmente pelo brasileiro Tiago Nunes, que fez um excelente trabalho no Athletico Paranaense, porém o time não deve incomodar brasileiros e argentinos, a ponto de desclassificar essas equipes. Vai para a sul-americana

 

The Strongest conta com a altitude de La Paz. E só.

 

Deve passar River Plate e Fluminense

 

 

Grupo E (Independiente Del Valle, Corinthians, Argentino Juniors, Liverpool do Uruguay)

 

No grupo E, o time equatoriano do Independiente Del Valle, chega com o peso de ser o atual campeão da sul-americana e de ter vencido o poderoso time do Flamengo na Recopa. A equipe tem uma ótima estrutura e tem mostrado eficiência em revelar jovens promessas. Tudo isso mesclado a experientes jogadores argentinos, que eram praticamente desconhecidos em sua terra natal, mas que obtiveram grande destaque no time equatoriano. Deve se classificar para a próxima fase.

 

De resto, o grupo é equilibrado. Corinthians está um pouco melhor esse ano, mas isso não evita a possibilidade do time passar por alguns sustos na fase de grupos novamente (alguém lembra do Always Ready?). Com um agravante, o mesmo não é dos mais simples e o treinador Fernando Lázaro não é muito experiente. Mas, o time conta com algumas peças interessantes no elenco como o volante argentino Fausto Vera, atacante Roger Guedes e o sempre eficiente Renato Augusto.

 

O time do Argentino Juniors, conta com base semelhante a do ano passado, onde fez um bom campeonato argentino. Atualmente o time está no meio da tabela do campeonato local. Costuma incomodar seus adversários, quando joga em casa.

 

O Liverpool do Uruguay, tem como destaque o meia/volante Fabricio Diaz, que se destacou de maneira muito positiva no campeonato sul-americano sub 20, pela seleção uruguaia. Porém o jogador é cobiçado por times brasileiros, como o Palmeiras e o Flamengo.

 

Deve passar Independiente Del Valle. Corinthians e Argentino Juniors brigam pela 2ª vaga

 

 

Grupo F (Boca Juniors, Colo-Colo, Monágas, Deportivo Pereira)

 

No grupo F, o tradicional time do Boca Juniors, entra como o favorito do grupo. Porém, essa equipe costuma crescer mesmo durante as fases eliminatórias. Costuma ser nesse momento que o Boca mostra sua grandeza. No início dessa semana, a equipe do Boca demitiu o técnico Hugo Ibarra e agora segue em busca de um subistituto no mercado. Dizem que Tata Martino (ex-Barcelona e ex-Newells Old Boys) deve ser o novo treinador. Vamos aguardar.

 

O elenco do Boca é Ok, na medida do possível. Destaques para o goleador Benedetto, que fez estragos nos adversários, na Libertadores de 2018, o ex-palmeirense Merentiel, que apesar de ser reserva, quando entrou em campo, deu conta do recado, marcando alguns gols importantes e os bons jogadores (nível sul-americano) Frank Fabra, Marco Rojo e Oscar Romero. Está no meio da tabela do campeonato argentino, atualmente. Mas obviamente que tudo muda em um piscar de olhos, no início da temporada.

 

Colo-Colo, time de Gustavo Quinteros, atual campeão chileno, não vem fazendo bons jogos nessa temporada. Contratou Matias De Los Santos, defensor que atuou no Veléz Sarsfield semi-finalista da última edição da Libertadores, que foi goleado em casa pelo Flamengo. Difícil apontar um destaque. O atacante Leandro Banegas ou os ex-vascaínos Gil e Palacios? Difícil de acreditar nessa equipe.

 

Deportivo Pereira é a surpresa colombiana até aqui. O time venceu o Torneo Finalizacion 2022, espécie de 2º turno do Campeonato Colombiano. A equipe que passou boa parte da última década nas divisões inferiores e agora emergiu com grande destaque em nível local. Vai surpreender muita gente!

 

Monágas, outro bonus round venezuelano nessa Libertadores.

 

Deve passar: Boca Juniors e Deportivo Pereira

 

 

Grupo G (Athletico Paranaense, Libertad, Alianza Lima, Atlético Mineiro)

 

No grupo G, destaque para os dois atléticos do Brasil. O furacão segue fazendo um trabalho excelente e organizado que vem rendendo muitos frutos, como 2 sul-americanas, uma Copa do Brasil e foi finalista da última  Libertadores. Perdendo de 1 x 0 para o Flamengo. Felipão, treinador do time na última temporada, segue como diretor de futebol da equipe. Paulo Turra, seu ex-assistente, é o atual treinador. Time manteve a mesma base do último ano. Destaque para o jovem atacante Vitor Roque. Time já está na final do campeonato paranaense e tem, até aqui, o melhor aproveitamento dos times da Série A, no Brasil. O furacão vai longe!

 

O Atlético Mineiro, treinado pelo Chacho Coudet, depois de uma passagem pelo Celta de Vigo, o argentino volta para o Brasil, buscando resgatar o bom futebol do Galo, que ficou meio escondido no ano passado, apesar do bom elenco. Destaques para o atacante Hulk, o meia Zaracho, o volante Edenílson (ex-Inter) e o veloz Pavón (ex-Boca) Time deve passar de fase.

 

O Libertad do Paraguay conta com jogadores experientes, no caso experientes até demais. Muitos jogadores como Oscar Cardozo e Martin Silva, que já passaram dos 40 anos. E vários outros jogadores que estão na faixa dos 30 anos. Será que o time vai ter fôlego para passar de fase?!

 

A sorte dos paraguaios é que apesar do Alianza Lima se destacar positivalmente no futebol local do Perú, a nível internacional seus adversários o chamam de “Alianza Risa”, pois a equipe não vence um jogo na Libertadores desde 2012, sendo a maior seca de vitórias da história da competição. Difícil acreditar que o cenário vai mudar, mesmo com a equipe contando com atletas experientes como Barcos (ex-Palmeiras e Grêmio) e Cueva (ex-São Paulo e Santos)

 

Deve passar: Os 2 brasileiros

 

Grupo H ( Olímpia, Nacional de Medellín, Melgar, Patronato)

 

Olímpia e Nacional de Medellín, disputaram a final de 1989 da Libertadores. Porém, estão muito longe de ter a qualidade daqueles times do fim dos anos 80, início dos anos 90. Ainda assim, devem se classificar para a próxima fase. O Nacional de Medellín conta com o brasileiro Paulo Autuori como treinador, porém, o mesmo não é muito querido pela torcida colombiana. Em campo, o destaque fica para a experiente dupla de ataaque, Duque e Pabón.

 

O Olímpia conta com o experiente treinador uruguaio Diego Aguirre, porém teve uma baixa importante no ataque, que foi a lesão de Derlis Gonzalez, que fica fora de combate no primeiro semestre.

 

O clube peruano Melgar, foi semifinalista da última sul-americana. Mas, a equipe não representa grande perigo. Difícil acreditar que o time vai muito longe. Deve pegar a vaga da Sul-americana

 

Patronato disputa a segunda divisão do campeonato argentino. Se classificou, porque venceu a Copa Argentina. Não deve dar trabalho aos seus adversários.

 

Deve passar: Nacional de Medellín e Olímpia

 

Após o término da fase de grupos, volto para comentar sobre o mata-mata e refletir sobre os acertos e até mesmo erros de minhas projeções.

 

Até lá!


terça-feira, 9 de julho de 2013

Chaves e os 7 pecados capitais


Antes de mais nada, eu não posso afirmar se essa foi a intenção de Roberto Gomez Bolanos, mas definitivamente existe um sincronismo entre as qualidades negativas dos personagens do seriado Chaves (El Chavo del Ocho) e os 7 pecados capitais. Veja com seus próprios olhos.


Chaves - Gula
O Chaves vive com fome, sua vida gira em torno do sanduíche de presunto ou qualquer alimento que estiver ao alcance das suas mãos.


Dona Florinda - Ira
Vive irritada com tudo e com todos, especialmente com o seu Madruga.


Professor Girafales - Orgulho
Como ele mesmo dizia na série: "A única vez que cometi um erro foi quando pensei estar errado".


Quico - Luxuria
Acredito que nessa altura do campeonato a maioria das pessoas devem saber que luxuria não significa apenas sexo em excesso ou aprecio por surubas e afins. A luxuria é o excesso de paixão por qualquer coisa, ser um indivíduo hedonista epicuriano, que vive passionalmente todos os momentos da vida, atingindo um grau de exagero. O Quico definitivamente é um bom vivant, tem os melhores brinquedos, frequenta as melhores festas, onde só frequentam "pessoas descentes" e tem um coração que não cabe no seu corpo, sempre fica comovido com a possibilidade do Seu Madruga se mudar ou com a suposta morte do Seu Barriga.



Chiquinha - Inveja
O Quico até poderia ser inserido nesse pecado, mas definitivamente a Chiquinha exagera na dose em inúmeras ocasiões. Esconde os brinquedos do Quico que ele não quer emprestar e suas "maldades" são ocasionadas por uma inveja desenfreada das outras crianças.



Seu Madruga - Preguiça
Talvez o mais evidente de todos. O Seu Madruga não gosta de trabalhar e só acorda depois do meio-dia.



Seu Barriga - Avareza
Vive em torno de receber o dinheiro do aluguel que o Seu Madruga lhe deve a todo custo. O Seu Barriga nunca pensou na possibilidade de perdoar a dívida. No máximo uns 2 ou 3 meses. E além de tudo, reluta o quanto pode para não gastar seu dinheiro com uma reforma na vila.



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Música para os ouvidos do seu vizinho


Achei justa essa inibição de bailes e aglomerações (de qualquer vertente musical) nas vias externas em SP. Entendo que toda essa quizumba incomoda e intimida muito os moradores da região onde ocorrem as festas.

Mas espero que essa inibição não aumente, pois já vi um post em uma rede social, exigindo o fim dos bailes funk em lugares fechados. Eventos que já são muito limitados.

Sendo assim, o próximo cretino(a) que sugerir a proibição do baile funk (ou de qualquer outro tipo de manifestação cultural) em local privado, merece a condecoração da burrice extrema.

Por mais que você não goste da música, vibrar com a repressão de um movimento artístico significa acabar com nosso direito de liberdade de expressão. Extirpar um estilo musical da nossa existência cotidiana é um erro colossal. Fortalece o autoritarismo e o controle sobre determinado grupo minoritário.

Imagine só se o governo resolve proibir os shows de heavy metal ou as festas de música eletrônica. E olha que esse não é um cenário muito utópico, pelo contrário, devem ser as futuras vítimas. Portanto, no lugar de querer acabar de vez com esses bailes, seria mais plausível exigir que organizem todas essas festas da maneira correta para que não atrapalhe ninguém.

E por mais que algumas pessoas não gostem do Miami Bass*, o governo proibir o baile em local privado seria uma atitude deprimente, digno de um regime totalitário. Agora, um cidadão comum exigindo do governo essa proibição total, é definitivamente vontade de ganhar o título de toupeira do ano.



Miami Bass* - Estilo que acabou virando o 'Funk Carioca'

sexta-feira, 1 de junho de 2012

EURO 2012 - GRUPO D

Última parte da série sobre a Euro 2012....

GRUPO D

O Grupo Azul e Amarelo

Ucrânia
- A Ucrânia é o outro co anfitrião da Euro 2012. Assim como muitas outras equipes, a seleção ucraniana, já não é mais a mesma de alguns anos atrás. Mesmo ainda contando com o ótimo Schevchenko , o fator idade já está pesando e muito para o jogador que com 35 anos de idade, já não consegue mais carregar sozinho o piano nas costas. Acredito, que o diferencial dessa equipe, assim como os poloneses, é o fator casa. O apoio da torcida será fundamental. Inclusive, os jogos da seleção ucraniana devem chamar bastante atenção do público e da mídia em geral, devido aos possíveis festivais de topless de grupos feministas da Ucrânia, que devem protestar bastante durante a competição.


Suécia
- Mais uma vez, repito, a geração atual está longe de apresentar o bom futebol da Copa de 1994 ou mesmo da última década. Mesmo ainda contando com Ibrahimovic, o time sueco, não deve apresentar muito perigo para seus adversários. A equipe sente falta de um grande líder em campo, assim como teve nos últimos anos com Henrik Larsson. A seleção sueca sentiu muito sua aposentadoria e ainda não conseguiu se renovar.


França
- A seleção francesa, assim como a italiana, passa por uma grande reformulação, e liderada pelo veloz Frank Ribery, o time até andou conseguindo bons resultados após a Copa de 2010. Mas ainda assim, acho que os franceses só se classificam para a próxima fase, graças ao baixo nível técnico dos seus adversários. Deve cair nas quartas de final.


Inglaterra
- Apesar do potencial de alguns jogadores a seleção inglesa definitivamente não consegue apresentar um futebol vistoso e continua jogando da mesma forma pragmática de sempre. Lançamento de bolas longas na área, chute de fora da área e péssimo preparo físico dos seus jogadores, que sempre se machucam nos momentos cruciais dessas copas. E vou além, dizendo que essa atual seleção já deve começar a sentir o peso da idade de alguns jogadores como Lampard e Gerrard. Assim como a França, a seleção inglesa deve se classficar graças ao baixo nível técnico de seus adversários....

PS: Frank Lampard, um dos principais jogadores da equipe, foi cortado da seleção inglesa, devido a uma contusão.