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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Van Halen - A Different Kind Of Truth - 2012 - Review


Após 28 anos de longa espera, finalmente os fãs do Van Halen, com David Lee Roth nos vocais, serão recompensados com um novo álbum. A Different Kind of Truth é o sétimo disco que David Lee Roth grava com a banda e posso afirmar que valeu a pena esperar todo esse tempo, pois esse disco novo está muito bom.....com certeza o melhor disco lançado nessa década.

Posso afirmar que esse disco surpreendeu e vai surpreender muita gente, até os fãs mais céticos que há muito tempo questionam a capacidade musical de Eddie Van Halen, principalmente após o fiasco do VH III com Gary Cherone, que foi muito criticado pelos fãs e pela mídia especializada.

Infelizmente outros problemas particulares também atrapalharam o caminho de Eddie Van Halen, mas após a turnê de reunião com David Lee Roth em 2007/2008 e a adição de Wolgang Van Halen (filho do Eddie) no baixo, parece que eles voltaram a trilhar em direção ao caminho do sucesso e estão prontos para incendiar o mundo do rock n roll novamente.

Sobre o disco, basicamente metade do álbum foi baseado em antigas demos gravadas durante os anos 70, no caso, antes da gravação do primeiro álbum da banda. Obviamente a maior parte dessas músicas tiveram a letra modificada e em alguns casos até a melodia e o nome da faixa mudou. Usaram também um riff de uma demo gravada em 1980 e ainda reutilizaram uma conhecida música instrumental gravada em 1983 para a trilha de um filme (Wild Life), adicionando melodias, letras e um novo solo de guitarra...o que sobrou é aparentemente material completamente novo.

Enfim, agora vamos ao que interessa, comentar o disco, faixa por faixa....

Tattoo - Acredito que essa música todo mundo já ouviu e até mesmo já viu o videoclipe no youtube. Tattoo é o primeiro single do ADKOT, foi baseada em uma música composta em 1977 chamada "Down in Flames", que eles tocavam na turnê do primeiro disco e que David Lee Roth sempre anunciava como uma faixa que estaria no VH II, mas misteriosamente isso não acabou acontecendo porém ela surgiu aqui, após 30 anos com uma nova letra e uma nova melodia. Achei interessante, com sua levada cadenciada e grooveada e com David Lee Roth dando um show à parte, pré refrão muito interessante, e um refrão totalmente fora do comum......entra na sua cabeça e não sai mais. Poderia muito bem fazer parte do disco solo do David Lee Roth, DLR Band de 1998.


She's The Woman - Basicamente a regravação de uma demo de mesmo nome, de 1976. Nessa faixa pouca coisa mudou, basicamente o solo de guitarra é diferente, obviamente ficou bem interessante e vale ressaltar que os backing vocals do Michael Anthony não faz falta alguma por aqui.


You and Your Blues - Faixa nova que de blues não tem nada, é Hard Rock mesmo. Muito interessante, começa apenas com a guitarra de Eddie e os vocais de Dave mas logo ela explode com um pré refrão marcante e comercial e refrão grandioso. Forte candidata a melhor música do disco. E deve sair como single, em breve!


China Town - Uma das músicas mais rápidas do disco. E possivelmente uma das mais agressivas de todo o catálogo do Van Halen. Lembra muito o Iron Maiden clássico ou até mesmo o Motorhead, com sua levada extremamente veloz. O refrão é Van Halen clássico puro!! Isso sem contar o solo de guitarra e o de baixo no final. Com certeza, uma das melhores do disco!!


Blood and Fire - Provavelmente o segundo single do disco. Creio que junto com a "Tattoo" essa é a faixa mais pop do álbum. Baseada em uma música instrumental que o Van Halen gravou nas sessões do disco 1984. A música lembra um pocuo a "Little Guitars" do Diver Down. David Lee Roth adicionou uma ótima melodia, com uma excelente letra que fala sobre o retorno do verdadeiro Van Halen, sendo um verdadeiro "cala a boca" para todos que duvidavam da competência da banda. E Dave ainda usa sua famosa frase que ele diz em todo começo de show..."Look at all the people here tonight!" Genial!


Bullethead - Uma das mais agressivas do disco, basicamente pouca coisa mudou em relação a sua versão original de 1977, onde basicamente só existem versões de bootleg ao vivo nos clubes da Califórnia. Na minha opinião, essa sempre foi uma das melhores músicas do VH que nunca foram lançadas. Aqui o Dave canta em um tom muito mais baixo, diferente da versão antiga onde eles cantam de maneira muito mais gritada e agressiva, mas isso não chega a comprometer a música, muito pelo contrário. Essa música "inspirou" a Light up the Sky do VH II.


As Is - Música nova. Uma das melhores do disco, provavelmente o melhor refrão. Com uma introdução meio Sabbath, meio Everybody Wants Some! do Women and Childrem First, do próprio Van Halen, a música logo ganha corpo com um riff que Eddie tocou em sua participação no sitcom "Two and a Half Man". "Two Burritos and a Root Beer Float". Na parte do refrão a música é tão rápida quanto a "China Town".


Honeybabysweetiedoll - Uma nova faixa, com um dos melhores riffs de guitarra de todo o disco. É uma música bem "aquariana", totalmente diferente, com um clima meio dark. Creio que o riff principal foi inspirado em um música que aparece em um vídeo experimental que o David Lee Roth lançou na década passada, o raro "No Holds BBQ". No caso a tal faixa do vídeo se chama Flex. Enfim, uma das melhores do disco mantendo o nível lá em cima. Impressionante como não tem músicas ruins nesse disco.


The Trouble With Never - Aqui Eddie Van Halen incorpora Jimi Hendrix. Totalmente influenciada pelo trabalho clássico de Hendrix, com um riff brilhante a banda mostra que é diferenciada. Em termos de vocal, chega a lembrar bastante a carreira solo de David Lee Roth, graças a sua levada bem Hendrix e pelos vocais quase falados e em certos momentos bem humorados. Vale ressaltar o excelente trabalho do baixista, Wolfgang Van Halen, o garoto simplesmente brilha nessa faixa, definitivamente Michael Anthony não deixa saudades. E o moleque é bem melhor que o baixsta original....vai vendo!!


Outta Space - Outra faixa baseada em uma antiga demo dos anos 70. A música de inspiração é a Let's Get Rocking. Mais uma faixa boa e um dos melhores riffs de EVH. Clássico emblemático!


Stay Frosty - A introdução acústica é "Ice Cream Man" puro! Depois na parte elétrica, a música lembra Full Bug mais cadenciada, com toques magistrais do rock and roll da ICM. Agora imagine no meio disso tudo muitas referências ao Led Zeppelin. Pois é, esse disco é realmente muito bom....


Big River - Inspirada em uma das demos mais conhecida da banda, a ótima "Big Troubles". Na opinião, de 98% dos fãs, essa era a demo mais injustiçada da banda, graças a qualidade do riff, da música, de tudo. Na verdade a música nem é a melhor do disco ou na minha opinião também não é a melhor demo, porém é uma faixa que tem um arranjo impecável desde sempre, então ficava difícil de entender como uma música bem feita como essa ficou perdida nos porões de EVH por tanto tempo. A grande múdança em relação a versão original fica por conta das letras.


Beats Workin - Aqui o VH fecha o álbum com chave de ouro. Faixa inspirada na ótima Put out the Lights (mais uma demo dos anos 70) com linhas vocais bem diferentes da versão original, mescla a base musical do Van Halen clássico, com a carreira solo do David Lee Roth. Quando a música acabar você vai ficar sem palavras e então apertar o play novamente para ouvir esse excelente disco. Atingiu o nível de qualidade do 6 pack do VH! Se você gosta da banda pode comprar imediatamente!!!


Segue info sobre a origem das músicas do ADKOT:

Tattoo - Down in Flames 1977
She's the Woman - She's the Woman 1976
You and your Blues - Nova
China Town - Nova
Blood and Fire - Ripley 1984
Bullethead - Bullethead 1977
As Is - Nova (riff de 1999, 2000???)
honeybabysweetiedoll - Nova (riff de "Flex", do "No Holds BBQ" 2002)
The Trouble with Never - Nova
Outta Space - Let's Get Rocking 1976
Stay Frosty - Nova
Big River - Big Troubles 1976
Beats Workin - Put Out the Lights 1976

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Iron Maiden - The Final Frontier (2010) - Review


E alguns dias antes do lançamento, tive a oportunidade de escutar o novo álbum do Iron Maiden, The Final Frontier.

Recebo o disco daqui 1 semana, porém não agüentei a curiosidade e resolvi checar o que Steve Harris, Bruce Dickinson e Cia aprontaram para os fãs da banda.

Posso dizer que o disco não possui músicas ruins, mas para variar após o ótimo “A Matter of Life and Death”, o Maiden voltou a cometer falhas grotescas na produção do disco.

Desta vez o grande problema não são as repetições excessivas nem falhas bisonhas na engenharia de som, mas sim a voz de Bruce Dickinson.

Isso mesmo, a voz de Bruce Dickinson não é mais a mesma. Porém alguém precisa avisar isso para a banda. Afinal é duro de digerir o Bruce tentando alcançar tons absurdos em um ou outro refrão sem ajuda de back vocals. Algumas passagens ficaram soando como demos.

E sem contar a longa e chata introdução do disco.
Não sei quem é o culpado. Mas depois de pérolas como as repetições absurdas na faixa Angel and the Gambler, do álbum Virtual XI, tudo é possível.

Vou seguir o velho clichê de inúmeras reviews que li pela web e vou comentar brevemente aqui, faixa por faixa.

- Satelite 15...The Final Frontier

A primeira parte da música é uma aberração. A sonoridade do baixo do Steve está irreconhecível. A sonoridade da banda toda está irreconhecível. Com batidas tribais e batidas repetitivas na guitarra acompanhando a percussão, essa introdução soa como uma viagem perturbadora direto para o buraco negro, onde sua cabeça é um tambor e você está indo direto para o quinto dos infernos.
Depois desse estorvo musical, felizmente as coisas melhoram na segunda parte e a faixa passa a soar como uma música de verdade. Lembra muito qualquer coisa do UFO, passa a ser direto com bons solos de guitarra e com um refrão onde Bruce repete o título exaustivamente típico de qualquer coisa do Virtual XI ou do Brave New World.

- El Dorado

Provavelmente todo mundo já ouviu esta faixa. O riff é idêntico ao de Barracuda do Heart. O refrão lembra qualquer coisa boa do Maiden na década de 80. A música tem bons solos dos três guitarristas com uma ótima base. E por fim é uma música típica da era de ouro da banda. Os vocais de Bruce são muito altos no refrão, porém não chegam a irritar. Já na próxima faixa.....

- Mother of Mercy

Outra grande pisada de bola por parte da banda. Música legal, uma levada mais puxada para o hard rock, lembra muito “Stranger in a Strange Land” do Somewhere in Time, porém na hora que entra o refrão, a o tom alto na voz de Bruce caga tudo. Tinha tudo para ser uma das melhores faixas do disco, mas não é por esse deslize da produção. Se tivesse uns back vocals a situação seria bem melhor.

- Coming Home

Agora as coisas voltam ao normal, e na verdade melhora muito! Até agora, na minha opinião, é a melhor faixa do disco. Realmente ela é uma balada, mas o Maiden soa bem mais maduro, uma das melhores que a banda já fez. A música começa com um riff típico de músicas mais calmas do Thin Lizzy, na época do Night Life ou do Fighting. O refrão é excelente, sem exageros e com bastante melodia. Desta vez a produção e a banda acertaram em cheio. Os solos de Adrian Smith e Dave Murray são muito bons.

- The Alchemist

Música direta, remanescente do início da carreira da banda. Aqui você encontra todos os clichês que deixaram o Maiden famoso. Muitas guitarras dobradas, refrãos grudentos com muitas melodias e até alguma velocidade. Aqui Nicko faz sua bateria soar exatamente como a de Clive Burr. Pense em qualquer coisa do Killers e em termos instrumentais está faixa se encaixaria muito bem naquele álbum.

À partir de agora a história muda um pouco mostrando uma grande divisão no álbum. A primeira parte soa como o Maiden clássico. Praticamente uma zona de conforto. Tirando a escorregada da primeira faixa. Já nessa segunda parte, a banda soa exatamente de onde eles pararam no álbum “A Matter of Life and Death”, isto é, progressivo.

- Isle of Avalon

A faixa em si, começa de forma lenta e vai crescendo, com uma atmosfera bem psicodélica, relativamente diferente do que o Maiden tem feito nos últimos discos, isto é, inovador. A voz de Bruce volta atrapalhar no refrão. O solo de guitarra soa como qualquer coisa que o Steve Vai teria feito. Isso é realmente chocante, mas ficou legal. Inclusive o ponto alto desta segunda parte do disco são as passagens instrumentais. Destaque também para o fim da faixa que soa como grandes clássicos do Maiden.

- Starblind

Até agora achei a mais fraca do disco, mas em nenhum momento ela chega a ser ruim. Apenas normal. Mais uma vez o tom alto de Bruce atrapalha. Destaque positivo para o ótimo trabalho na bateria, ela soa bem complexa em relação a qualquer coisa que o Maiden tenha feito no passado. Segue a linha do “A Matter of Life and Death”, porém sem tanto brilho.

- The Talisman

Introdução no violão exatamente idêntica a da música “The Legacy” do AMOLAD, porém a música quando chega em sua parte pesada, soa um tanto quanto diferente em relação a faixa mencionada. Ainda sim, segue na linha de qualquer outra coisa progressiva dos últimos discos.

- The Man Who Would be King

Mais uma faixa progressiva, com introdução calma e com a típica passagem mais pesada. Mas esta música ganha destaque por Bruce cantar em um tom mais baixo. Não soando tão chato como em algumas faixas anteriores. Destaque diferencial para a base do solo na metade da música. Algo extremamente inovador, em termos de Maiden, bem progressivo, com um groove bem legal.

- Where the Wild Wind Blows

Última faixa do disco e também a mais longa. Mais uma música bem progressiva, porém também soa diferente de qualquer coisa que o Maiden tenha feito, na medida do possível. A faixa começa lenta, lembrando “The Reincarnation of Benjamin Breeg” porém quando ela ameaça ficar pesada e grandiosa ela apenas segue uma linha mais tranqüila. Sem soar como uma balada, mas sim soando como algo verdadeiramente progressivo. Aqui Bruce felizmente canta em tons mais baixos de novo e apesar de não ter grandes mudanças, como um todo a faixa soa como uma grata surpresa.

Em termos de letras, o Maiden segue a mesma linha de sempre. Falando sobre eventos espaciais, como a faixa título, criticando a política como em El Dorado, falando sobre guerras como em Mother of Mercy, ocultismo como em The Alchemist, etc. Os tópicos diferentes podem ficar por conta de Isle of Avalon, sobre Rei Arthur. Coming Home, que relata a volta para casa de Bruce no comando do Ed Force One. E The Wild Wind Blows que trata do tema apocalipse e suicídio.

Conclusão final:

Inferior aos discos solo de Bruce, “Chemical Wedding” e “Accident of Birth”.

Superior ao “Dance of Death”.

Mesmo nível do "Brave New World" e "AMOLAD"

FIM!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Analisando friamente o trabalho de Dio - Parte 03 - Sacred Heart


Em 1985 Dio e toda sua banda voltaram ao estúdio, novamente na Califórnia, para a gravação do ambicioso "Sacred Heart". O lançamento foi seguido por uma das maiores turnês já feita pela banda, e provavelmente maior que qualquer show de rock na época, maior até que os shows do Kiss. A produção do palco incluia um visual bem medieval com castelos e um dragão gigante que dia "matava" com uma pespada durante a música Sacred Heart. Com certeza um belo show com músicas de qualidade, grandes músicos, explosões e tudo de bom que se pode exigir em um show de rock. A baixa da turnê aconteceu em sua segunda metade, quando Viv Campbell abandonou o posto de guitarrista para fázer um som mais comercial em outra banda (no caso ele acabou indo para o Whitesnake, que estava no auge de sua popularidade e mais tarde indo para o Def Leppard, onde é guitarrista até os dias de hoje). Em seu lugar entrou o clone de Ritchie Blackmore, no caso, Craig Goldy. Excelente guitarrista que ajudou a banda produzir o disco ao vivo lançado na época, o Intermission.

Mas voltando um pouco para o Sacred Heart, esse disco lançado em 1985 fez muito sucesso, graças a suas melodias ainda mais grudentas, sendo esse provavelmente o álbum mais comercial do Dio, pois possui melodias muito fortes e as guitarras não soam tão pesadas, além disso os teclados tem um papel importante no álbum, ganhando grande destaque, muito mais que os dois discos antecessores. Destaque para os singles, Rock n Roll Children, Sacred Heart e Hungry for Heaven que também fez parte da trilha sonora do filme Vision Quest.

No caso das letras, aqui elas ganham grande destaque e pode se dizer que estão interligadas por todo o disco.
Sacred Heart começa uma história à partir do final, com uma música com overdubs de um público, como se fosse algo ao vivo. Cerca de 10 anos mais tarde Marilyn Manson iniciou seu álbum “AS” da mesma maneira, começando a história pelo final, sendo que Irresponsible Hate Anthem, mostra o Marilyn Manson como o grande superstar que o mundo temia com seu grito de guerra, e só a partir da segunda faixa é que Marilyn Manson conta as origens de todo acontecimento.
Na primeira faixa, King of Rock n Roll, Dio já é o rockstar, e acabou dominando o mundo com sua música, conquistando uma legião de fãs e obtendo grande sucesso.
A partir da segunda faixa, você é levado para o passado e passa a entender o que ele fez para se tornar o grande rei do Rock. “Sacred Heart” descreve um garoto que tem um sonho de ser um grande rockstar, então ele entra nesse mundo no qual as pessoas deixam ele ter a possibilidade de lutar para realizar todos seus desejos, basta acreditar, afinal ele tem a chave na mão, a chave que abre a porta onde todos os seus sonhos estão prontos para serem realizados.
“Another Lie” é a contradição da música anterior, isto é, a mulher que conta mentiras, ele não pode vê-la confundindo toda sua cabeça, talvez mostrando que o caminho de ser o rockstar é uma farsa, acabando com seus sonhos, o que na verdade é uma mentira, ela na verdade representa a opinião dos pais e de todas as pessoas religiosas que mostram mentiras em relação ao rock, inventando muitas farsas.
“Rock n Roll Children” representa toda rebeldia do personagem principal, que pode ser tanto eu como você como o Dio. A música descreve o momento que o personagem principal foge com seus amigos para assistir um show de rock e depois criar sua tão sonhada banda, mas o camingo é longo e árduo.
“Hungry for Heaven” representa a vontade e empolgação do personagem principal em ter algum sucesso com sua mais nova banda que foi criada, porém novamente nada se mostra muito fácil, pois ele terá de enfrentar um pouco do inferno para conseguir o sucesso, o inferno representa a falta de dinheiro, comida, vivendo em condições precárias e andando na contra mão do mundo.
“Like the Beat of a Heart” representa um monstro que está dentro do personagem principal que está pronto para sair do fundo do peito dele em forma de música, com muito protesto, chocando os conservadores e atraindo novos fãs com seu pensamento revolucionário.
“Just another Day” mostra a dificuldades na relação de alguns membros da banda que não se mostram empolgados em fazer parte da banda, atrasando e até complicando o futuro sucesso da banda. Para esses membros a banda não significa nada, apenas passatempo, mas para o protagonista é a vida e o grande sonho que está em jogo.
“Fallen Angels” a sua banda começa a passar por maus bocados, por ter uma mensagem vista pela imprensa e conservadores como negativa para os jovens, e então o protagonista é visto como um criminoso com uma arma na mão, e devido a esse grande julgamento negativo a banda poderia estar caminhando para o seu fim e agora terá de enfrentar todos os tipos preconceitoso que não será fácil, e é visto como algo impossível de sair como vitorioso.....
....é aí que começa “Shoot Shoot”, a música final que descreve que o destemido protagonista que pretende levar sua mensagem adiante mesmo que tiver que morrer por isso, e então ele enfrenta todos preconceitos e hipocrisia para obter seu merecido e sincero sucesso, daí supostamente se subentende que graças a sua forte personalidade ele acaba conquistando o sucesso e virando o rei do rock and roll.

Após a longa turnê a banda dá uma pequena pausa até o início de 1987, onde logo começariam a trabalhar no sucessor de Sacred Heart.

Continua....

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Analisando friamente o trabalho de Dio - Parte 01 - Holy Diver


Iniciando esse grandioso blog hoje, vou abordar alguns assuntos de meu interesse como música, esporte, entretenimento, política, sexo e todo o caos que nos rodeia no dia-a dia.

Nada melhor que começar o blog falando sobre um cara que praticamente deu o pontapé inicial para o rock and roll, já que sua carreira iniciou em meados dos anos 50, porém ele só ganhou fama nos anos 70 com o Rainbow, o ex vocalista da banda, Ronald Padovana, mais conhecido como Dio. Estou aqui hoje para analisar o trabalho de uma das figuras mais fantásticas do Rock, que já tocou com putra banda legendária, no caso o Black Sabbath e também trabalhou com os melhores guitarristas do showbizz que dispensam maiores apresentações.

Hoje vou analisar o início de sua carreira solo, friamente. Começando por um dos maiores clássicos de Dio. Holy Diver.

Um disco antológico, lançado após sua saída do Black Sabbath, em 1983. Contando com a participação dos músicos Viv Campbell na guitarra, Vinnie Appice na bateria, Jimmy Bain, baixo e teclado e o próprio Dio, nos vocais, teclados e produção.

Para entender melhor essa época vou resumir rapidamente o que estava acontecendo na vida de Dio.

Em 1983 Dio e Vinny Appice acabou se desentendendo com Tony Iommi e Geezer Butler, a relação deles já não eram das melhores desde o processo de gravação do álbum Mob Rules de 1981, no qual segundo dizem as más línguas, envolveu o uso de muita cocaína entre os músicos e também com o produtor da banda, Martin Birch.

A turnê também acabou sendo complicada, com uma visível divisão de personalidades, de um ladfo Tony e Geezer e de outro Dio e Vinny, com Tony acusando Dio de manipulador e até o apelidando de mini Hitler, e do outro Dio acusando Tony de não dar atenção aos fãs. No fim da turnê Tony e o empresário do Sabbath resolveram lançar o disco ao vivo Live Evil, porém guerras de egos e sabotagens durante as mixagens do disco acabou manchando o disco e colocando um ponto final nessa formação da banda.

Então Dio e Vinny Appice pegaram um avião até a Inglaterra para arrumar inspiração para uma nova banda e um novo álbum, e também apara arrumar novos músicos...é aí que entra aquele timaço mencionado acima e a gravação do álbum que vou analisar, Holy Diver.

Holy Diver foi gravado na California em 1983 e lançado no mesmo ano.
Musicalmente, assim como praticamente todos discos do Dio nessa época, ele soa como uma mistura das duas bandas antigas de Dio, no caso o Rainbow e o Black Sabbath. Em alguns poucos momentos soa lento, sombrio e razoavelmente pesado como o Sabbath, porém com muitas melodias vocais pegajosas e muito bem construídas e riffs leves, melódicos e velozes como o Rainbow, inclusive as guitarras soam muito mais como a versatilidade de Ritchie Blackmore do que todo o peso do Iommi. Tudo isso mesclado com algumas introduções melancólicas e bem ambientais (Invisible e Don't talk to Strangers) assim como encontrada na "Die young" do clássico álbum do Sabbath, Heaven and Hell. Destaque para os singles "Rainbow in the Dark" e "Holy Diver" que tiveram seus videoclipes veiculados com certa frequência na MTV durante os anos 80 e hoje fazem parte do playlist das melhores rádios de rock clássico de todo o mundo.

Ps: Isso não é um review e sim uma análise de letras e conceitos do álbum.
O disco abre com a rápida "Stand Up and Shout", que é uma espécie de hino de rebeldia para os jovens. Uma coisa de vá ao show fique acima de tudo e todos e grite com toda a força, curta o rock. Essa é a mensagem encontrada nesse clássico, nada muito complicado, porém a partir da segunda faixa, Holy Diver, o trabalho fica um pouco mais complexo.
Levando em consideração que a capa mostra um padre acorrentado e provavelmente com uma pedra no outro topo da corrente, afundando no meio de um mar entre montanhas e um céu parcialmente escuro e nublado e atrás da montanha o suposto demônio que acorrentou o padre, na verdade esse demônio é mais conhecido como Murray, o mascote da banda que apareceria em outras capas futuramente.

A música título, "Holy Diver" começa com um barulho de vento e um teclado sombrio, uma introdução que acaba sendo um excelente espelho para acapa, já que antes do início da música propriamente dita ouve se uma espécie de mugido, provavelmente de Murray.
Começando a épica e conhecida canção, logo percebe-se uma letra complicada.
Em uma entrevista Dio descreveu a capa como “O Padre que está afundando o demônio”. Pois então da para perceber que a música fala sobre contradição. E é sobre a contradição que as religiões em geral impõem aos seres humanos. Com tanta hipocrisia, pedofilia, guerras e tantas outras maldades envolvendo líderes e figuras supostamente religiosas, a música critíca toda essa corja na letra de Holy Diver. Veja algumas linhas por exemplo:

“Jump in the Tiger, you can feel his heart, but you know he’s mean” – Você sabe que essa corja tem um coração, masa be que eles praticam o mal, enganndo o povo com supostas palavras do bem.

“Between the velvet lies, there’s a truth that is hard as steel” – No meio de todas essas figuras doces da igreja, tem uma verdade cruel por trás de tudo.
Há quem diz que Murray, nesse disco, representa um mártir, que veio para salvar a humanidade de todos os males que a igreja causa para todos.
A música seguinte é "Gypsy", uma música mais relaxada, seguindo uma linha mais no estilo de Rolling Stones, que fala de uma paixão que supostamente o letrista teve por uma cigana, apenas uma música de amor.

A próxima é "Caught in the middle", uma música que teve o riff pego de uma música da antiga banda de Viv Cmpbell, o Sweet Savage. A música está abertas para muitas interpretações, assim como todo disco, levando em consideração que tudo mencionado no texto é o meu ponto de vista, interpretei aqui algo sobre inconsequência, e os problemas que você pode acabar enfrentando derivando disso, que as vezes você pode acabar ficando sozinho em uma enrrascada por ser muito louco.

"Don’t talk to strangers", é mais um clássico desse primeiro disco. Essa música fala sobre desconfiança e individualismo. Algo que as pessoas tem todo direito de ter e sentir. Seja em relação a vida amorosa ou profissional. As pessoas tem o direito de questionar e ter a privacidade de viver sua vida do jeito que bem entender, sem ser julgado negativamente por isso.
“Straight through the Heart” em termos de letra seria uma suposta continuação de Caught in the middle, é quando algo deu errado e realmente machucou sua integridade.

"Invisible" tem uma introdução bem melancólica e msiteriosa. A música é dividida em três partes, mas todas elas com um tópico em comum, que no meio de tantos problemas as vezes você tem a necessidade de ser invisível, de simplesmente querer desaparecer, devido a tantos julgamentos injustos que são feitos por sentir determinado sentimento que é errado nos olhos da maioria das pessoas.

A primeira parte fala de uma garota adolescente que não agüenta mais a prisão domiciliar de seus pais, a segunda parte fala de um garoto que é homossexual e está enfrentando várias dificuldades em sua adolescência incluindo o medo de ser julgado negativamente por seus pais e pela sociedade em geral e pela solidão causada pelo homossexualismo.

A terceira parte descreve os sentimentos do próprio Dio em relação aos seus últimos dias no Sabbath, no qual ele não enxergava mais um futuro muito positivo.

"Rainbow in the Dark" é provavelmente a música mais conhecida do disco e de toda a carreira de Dio com seu riff de teclado bem característico.
A música fala sobre um abandono, uma rejeição, já que cientificamente falando é impossível ter um arco íris no escuro, então a música descreve bem um vazio, a pessoa foi deixada para o nada.

"Shame on the Night" é a última música do disco e descreve bem um sentiment muito difícil, a tristeza. Mas quando a tristeza aparece de noite, é muito pior, e é isso que diz na letra. Durante o dia, você pode dar uma caminhada pelo parque ou ruas ou fazer algo para esquecer a dor interagindo com as pessoas, mas à noite, poucas pessoas estão na rua, tudo está quieto e solitário, você não tem para onde ir, para onde correr então a tristeza pode te dominar.
Realmente Holy Diver é um dos melhores discos do Dio tanto em termos de letras como em termos de música, os álbums seguintes tem ótimas letras e ótimas músicas, mas num todo Holy Diver é com certeza o Magnum Opus da carreira de Dio.

No mesmo ano Dio seguiu em uma turnê mundial de grande sucesso e para os shows arrumou um novo tecladista, Claude Schnell.
Continua....